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Embora o livro se chame Planejamento e Estimativas Ágeis, ele acaba dando uma visão de todo o processo ágil. Seria difícil distinguir este processo do Scrum não fossem algumas nuances sobre o que diferencia o Scrum do resto, como por exemplo a teimosia ( no bom sentido ) de ter algo demonstrável e potencialmente entregável no fim de cada sprint.

Fica claro que a melhor maneira de estimar algo é ter um histórico de atividades semelhantes e comparar. Esta técnica já era mostrada pelo Software Estimation: Demystifying the black art, mas ganha aqui uma nova roupagem, pois o fator mais relevante é a velocidade da equipe e não tanto a estimativa das tarefas.

O livro deixa algo confuso o real significado de Story Points. Esta obra apresenta o conceito como uma escala totalmente relativa (por exemplo: uma história de 8 pontos é 8 vezes maior que uma de 1 e 4 vezes maior que uma de 2), mas não deixa pistas sobre como estabelecer as relações.

Outro interesse do livro é mostrar porque as práticas ágeis funcionam. Desde de cedo que se sabe que projetos de criação de software não podem seguir as mesmas regras que os de outras áreas da engenharia, e que existem melhores práticas e piores. O autor mostra como as práticas ágeis incluem ou são derivadas dessas melhores práticas encontradas ao longo dos anos. Uma é a própria ideia de que não é possível saber tudo no dia zero do projeto e que por muito que se pergunte ao cliente ele nunca dará uma resposta 100% final. Então a solução é ir perguntando constantemente (periodicamente), de forma que, o cliente sempre tenha a opção de ver o resultado do que pediu e se arrepender antes do prazo final do projeto.

Um livro, realmente, indispensável.